| Shutterstock |
 |
| A Plaza de Armas é o centro da antiga capital dos incas |
POR QUE IR? Cravada no
coração do império Inca, com pesadas fundações de pedra e uma inusitada combinação de arquitetura colonial e esplendor religioso, Cuzco é uma cidade onde festas tradicionais são celebradas a partir de ritos pagãos ancestrais e convivem com solenidades católicas e a realidade moderna da América Latina.
QUANDO IR? O período
entre junho e outubro é o melhor para visitar a cidade peruana. Os dias são ensolarados e as noites frescas convidam a passeios ao ar livre. Também é em junho que acontece o
Inti Raymi, festa que comemora a cerimônia que os incas faziam para ter colheitas fartas.
COMO IR? A TAM e a Taca têm voos de São Paulo – e outros estados, com escalas na capital paulista e em Lima – para o Aeroporto Internacional de Cuzco. Lan Chile, Avianca e Aerolíneas Argentinas oferecem itinerários com conexões em Bogotá ou Santiago.
PARA VER
A melhor ruína
As ruínas incas do
Qorikancha, na Plaza Santo Domingo, formam a base da igreja colonial de Santo Domingo. Desse santuário, outrora coberto de ouro, restam rústicos e impressionantes trabalhos em pedra, resistentes a ponto de sobreviverem aos terremotos que derrubaram grande parte da arquitetura do período colonial, como a igreja que divide o espaço, duas vezes reconstruída.
O melhor museu
O
Museu de Arte Pre Colombino ocupa uma grande mansão colonial e tem uma deslumbrante coleção de artefatos arqueológicos datados desde o período de 1250 a.C., cujas peças são originárias do vasto acervo do Museu Rafael Larco Herrera, em Lima. Entre os destaques estão as cerâmicas coloridas e taças cerimoniais de madeira das civilizações Nazca e Moch.
A melhor igreja
La Catedral divide espaço com a Iglesia del Triunfo à direita e a Iglesia de Jesus María, à esquerda. A mais antiga igreja de Cuzco é um arquivo dos mais belos exemplares da arte colonial peruana, e guarda os restos mortais do famoso historiador inca Garcilaso de la Vega.
A melhor tradição
Celebrado em 24 de junho,
o Inti Raymi é conhecido como a Festa do Sol. Celebrada nas ruínas de Saqsaiwaman, distante cerca de 1 km da cidade, era a mais importante celebração do império inca, com o objetivo de comemorar o solstício de inverno e o ano agrícola.
PARA COMER E BEBER
• Cuzco é um bom local para experimentar iguarias típicas e desfrutar dos prazeres gastronômicos do Peru, com boa variedade de estabelecimentos peculiares, como o
Sumaq Misky. Escondido em uma alameda repleta de tiendas de suvenires, esse pequeno negócio familiar atrai os viajantes com noites especiais como a Sexta da Alpaca e o Domingo do Cuy. Experimente as alpurguesas (
hambúrgueres de alpaca) e as
saladas especiais (aberto diariamente das 9h às 22h30; Plateros, 334).
• Na Plaza San Blas, o
Pachapapa chama a atenção pelo ambiente rústico a céu aberto, com fogueira estalando e um
cardápio que mistura cozinha peruana com toques africanos, europeus e asiáticos. A sopa de cordeiro e as pizzas tostadas no forno dividem a mesa com frutas e as tradicionais bebidas de pisco – aguardente produzida à base de vinho (aberto de segunda a sábado das 10h às 21h; Choquechaca, 398).
• Se o objetivo for curtir o
happy hour, o
Ukuku’s Pub é o mais popular ponto de encontro noturno da cidade, para dançar e degustar bons drinques (aberto a partir das 20h; Plateros, 316).
• Se o apetite aparecer
depois da balada, faça uma parada no
Coco Loco, uma boa opção para driblar a fome, com diversos petiscos à moda peruana (aberto até às 4h, de segunda a sábado; Espaderos, 13).
ESSENCIAIS
Circulando
Os passeios de ônibus por Cuzco são baratos, cerca de US$ 0,30, embora seja mais fácil caminhar ou tomar um táxi do que encontrar as paradas de minibus ou vans. Ao usar o serviço de táxi, sempre negocie o valor antes das corridas, pois não há taxímetro. Carros oficiais custam um pouco mais, porém são mais seguros. Uma volta pelo centro custa, em média, US$ 1.
Preços típicos
Pisco Sour: US$ 4
Diária em hotel de preço médio: cerca de US$ 40
Hospedagem em hotel sofisticado: US$ 100
PARA DORMIR
Bem estruturada para o turismo, Cuzco conta com acomodações variadas, desde as simples, porém hospitaleiras, até as mais sofisticadas e caras.
• Uma velha construção cheia de personalidade abriga o
Amaru Hostal, agradável pousada empoleirada no alto do vale que contorna a Plaza de Armas. Localização e preços convidativos, com instalações bem arejadas e iluminadas, TV a cabo e belíssima vista (diárias a partir de US$ 37).
• Já o
Orquidea Real Hostal oferece ambiente mais rústico, embora aprazível, e agrada viajantes mais roots. Administrado por uma operadora de turismo, a suíte única, de preço acessível, tem janelas panorâmicas e uma pequena sacada (diárias a partir de US$ 41).
• O
Hotel Ruinas, cujo estilo colonial chama atenção, foi construído no final da década de 1990 e tem quartos espaçosos equipados com frigobar e som, além de suítes com lareira. A única desvantagem é a localização barulhenta (preços sob consulta).
• Escondido do lado externo da Plaza de Armas, o
Loreto Boutique Hotel (diárias a partir de US$ 75) tem quatro quartos que ainda exibem muros incas. Por causa disso, o ambiente é um pouco escuro e úmido, mas não é sempre que se tem a oportunidade de dormir em lugar tão peculiar.
DICAS DE OUTROS VIAJANTES
Roteiro com emoção
Quem gosta de adrenalina não pode deixar de
descer as corredeiras do rio Urubamba, uma viagem incrível e bem radical. É também uma boa oportunidade para aproveitar as
visitas guiadas às ruínas próximas de Cuzco, no Vale Sagrado, como Pisac e Ollantaytambo.
Roberto Salles
Pelo céu
Nada se compara ao
voo de balão sobre o Vale Sagrado. Algumas agências na cidade oferecem o passeio e a companhia baloeira
Globos de los Andes, uma das mais tradicionais na região, agenda excursões para grupos de até 15 pessoas que sobrevoam os arredores de Cuzco ou as montanhas andinas. É uma experiência inesquecível.
Levi Augusto
Cultura em alta
A cidade tem boas opções culturais, como o
Centro Qosqo de Arte Nativo, onde sempre acontecem shows noturnos de arte folclórica, e o
Teatro Municipal, que apresenta espetáculos de teatro e dança, normalmente nos fins de semana. Vale a pena reservar um tempinho para ver as manifestações coloridas e repletas de ritmo.
Juliana Perillo
Um pouco de mistério
Um passeio impressionante é a visita à
imensa pedra de calcário Q’Enqo, entalhada com formas circulares em zigue-zague e com figuras de animais, como o puma, o condor e o lhama. Dizem que o local era usado em sacrifícios de sangue e percorrer a caverna subterrânea que conduz a misteriosos altares de pedra é uma aventura única.
Fábio Ubaldo