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Diamantina, Minas Gerais

A mais distante das vilas históricas de Minas, terra de JK e Xica da Silva

Markito/Embratur
Cidade natal do ex-presidente Kubitschek, cidade é patrimônio mundial da UNESCO
Cidade natal do ex-presidente Kubitschek, cidade é patrimônio mundial da UNESCO
POR QUE IR?

Isolada e fabulosa, Diamantina é a mais bela e a menor das cidades coloniais mineiras. Cercada por montanhas, foi a mais remota cidade de mineração do estado, e também ponto de início do Caminho dos Escravos. Além disso, é considerada patrimônio mundial pela UNESCO e cidade natal de Juscelino Kubitschek.

QUANDO IR?

Diamantina está a 1.280 metros de altitude na região do Vale do Jequitinhonha. Nesta zona, as estações do ano não são muito regulares, embora, no verão, além das temperaturas altas, as chuvas sejam intensas e atrapalhem o acesso às muitas estradas de terra da região. No inverno, melhor época para conhecer a cidade, as temperaturas são amenas e o céu se mantém aberto. Feriados prolongados costumam ter muitos turistas.

COMO IR?

Belo Horizonte é a capital mais próxima de Diamantina (a 297 km) e a viagem leva de quatro a cinco horas de carro ou ônibus. Isolada, a cidade é acessível por poucas estradas pavimentadas.

PARA VER

O melhor do filho ilustre

A casa onde nasceu Juscelino Kubitschek revela a infância pacata e simples do neto de imigrantes tchecos. Fotos e documentos revelam o início da vida do presidente (Casa de Juscelino Kubitscheck; entrada R$ 2; Rua São Francisco, 241; 9h-17h, terça a sábado, domingos das 9h-14h). No mesmo passeio, vale andar até o Museu do Diamante, antiga casa do Padre Rolim, um dos famosos inconfidentes. O museu exibe peças de época, antigos instrumentos de tortura e outras relíquias da época dos diamantes (ingresso R$ 1; 12h-17h30, terça a sábado, e 9h-12h aos domingos).

O melhor da arquitetura

A Casa da Glória consiste em duas construções instaladas em lados opostos da rua e conectadas por uma passagem no segundo andar que, originalmente, abrigava a residência dos supervisores da mineração de diamantes e o palácio do primeiro bispo da cidade. Hoje é aberta a visitação como um importante instituto de geologia que mantém uma vasta coleção de mapas antigos (Rua da Glória, 298; ingresso R$ 2; 8h-12hs e 14h-18hs, terça a domingo).

O melhor das igrejas

Adornada por ricos entalhes em ouro e por um órgão dourado feito em Diamantina, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo é a mais opulenta da cidade, com construção datada de 1760. Vale também a visita à Igreja de N.S. do Rosário dos Pretos, a mais antiga de Diamantina, construída em 1731. Para ambas, vale o mesmo serviço: ingressos R$ 2; 8h-12h e 14h-18h, terça a sábado, e 9h-12h aos domingos.

PARA COMER E BEBER

• Ideal para começar ou finalizar um dia com um saboroso café ou aperitivo, o Café à Baiuca é tradicional na cidade (Rua da Quitanda, 13; segunda a sábado).

• Apreciado por quem curte um ambiente descontraído para bebericar uma cerveja, o Apocalipse Point Bar vira point nos finais de semana (Rua da Quitanda, s/n; segunda a sábado; refeições a partir de R$12).

• Restaurante irmão, o Apocalipse Restaurante funciona em sistema por quilo na hora do almoço num ambiente com bela vista para o centro (Praça Barão do Guaicuí, 78; 11h-15hs).

• Com paredes de pedra e estrutura em madeira, o Recanto do Antônio é um ambiente acolhedor e festivo, com música nos finais de semana e fama pelo apetitoso sanduíche de filé que serve (3531-1147; Beco da Tecla, 39; 18h-0h, de terça a quinta e domingos, e até as 2h às sextas e sábados).

• A Cantina do Marinho tem tradição pelo bacalhau e pelo doce de limão, de uma secreta receita de família (3531-1686; Rua Direita; 113; de segunda a sábado das 10h30-15h e das 18h-22h30).

• Para um jantar cheio de estilo, experimente O Garimpo, que fica ao sul da cidade e é famoso pela culinária regional (3531- 1044; Av. da Saudade, 265; 18h-22h, segunda a sexta, das 12h-22h aos sábados e domingos).

ESSENCIAIS

Para chegar lá

A viação Pássaro Verde oferece seis viagens diárias de Diamantina a Belo Horizonte (R$ 53; cinco horas de viagem). Outra boa opção é alugar um carro e seguir viagem até Diamantina. Mas fique atento: a sinalização não é boa e a estrada tem trechos sinuosos e de terra. Portanto, preste atenção em épocas de chuvas e tente informar-se antes de ir.

Custo

Refeição por quilo: média de R$ 20 por quilo
Refeições em restaurante turístico: média de R$ 15 a refeição
Refeições em restaurante superior: média de R$ 25 a refeição

PARA DORMIR

• A poucos passos da estação de ônibus, o Hotel JK salva o turista de uma tortuosa subida até a entrada da cidade, além de ter quartos limpos e internet nas acomodações ((3531-8715; diárias a partir de R$ 25; Largo Dom João, 135).

• Com um clima residencial, a Pousada Gameleira tem quartos com pé direito alto, dois deles bem em frente à igreja de N.S. do Rosário (3531-1900; diárias a partir de R$ 40; Rua do Rosário, 209).

• Numa adorável mansão do século 18 com incríveis vistas para a área rural da cidade, a Pousada dos Cristais é uma das melhores opções no quesito custo/benefício (3531 2897; diárias a partir de R$ 50; Rua Jogo do Bola, 53) Os quartos novos tem varanda.

• Próxima ao Museu dos Diamantes e da Praça JK, a Pousada Ariana não tem nada de excepcional, mas é a mais barata no centro histórico de Diamantina (3531 3624; diárias a partir de R$ 80; Praça JK, 27).

• A Relíquias do Tempo proporciona uma experiência de viagem ao passado, já que está instalada em uma mansão histórica com vistas incríveis, móveis de época e peças de arte (diárias a partir de R$ 96; Rua Macau de Baixo, 104). A capela nos fundos merece destaque.

• O Hotel Tijuco é uma criação modernista de Niemeyer com quartos espaçosos e arejados. Vale pagar um pouco mais por um quarto com varanda (diárias a partir de R$ 121; Rua Macau do Meio, 211).

DICAS DE OUTROS VIAJANTES

Sentir Diamantina

Uma vez na cidade, é preciso ir ao Mercado Municipal que fica na Praça Barão Guaicui. Foi essa construção de madeira que inspirou Niemeyer no projeto do palácio de Brasília. É também lá que acontece uma feira de comidas, artesanato e música aos finais de semana. Por ali ainda é possível observar os moradores do Vale do Jequitinhonha chegarem montados em seus cavalos, como antigamente.
Janaína Pastore

Serenatas

Diamantina reviveu uma deliciosa tradição conhecida como vesperata – concertos noturnos que ocorrem em alguns sábados do ano. Nas noites de vesperata, músicos locais reúnem-se em uma pequena praça triangular ao norte da Rua da Quitanda e seguem pela cidade com suas performances. O melhor lugar para assistir é nas mesas dos bares Apocalipse e Café Baiuca.
Clarindo Júnior

Café com cultura

Mix de café e livraria, a Livraria Café Espaço (Beco da Tecla, 31) é um ambiente relaxante para se familiarizar com a boemia da cidade. Ali pode-se comprar um livro e apreciá-lo saboreando um fondue, um vinho e ouvindo boa música. Um local delicioso e muito típico.
João Dias de Souza

Conforto colonial

Novo e atraente, o Pouso da Chica tem uma sede colonial e chalés espalhados pelo terreno. Cada quarto oferece atrativos diferentes, como um pequeno pátio privativo ou sauna.
William Hilgert