| Christian Knepper/ Embratur |
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| Reformado em 1990, o imponente Teatro Amazonas simboliza a riqueza da Era da Borracha |
POR QUE IR?Manaus é um foco urbano no meio da selva. A maior cidade da Amazônia é um importante porto a 1.500 km do mar e a principal
porta de entrada para a experiência na floresta, além de manter museus, mercados e vida cultural muito ativa.
QUANDO IR?
Úmida e quente o ano inteiro, Manaus é marcada pelo clima equatorial. Não há como fugir das chuvas que costumam castigar a cidade todo santo dia, mas nos meses de
julho, agosto e setembro, as temperaturas são mais amenas e as chuvas, mais curtas. No verão, embora o vento amenize o calor, as chuvas são mais intensas.
COMO IR?
A 13 km do centro, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes é o maior e mais moderno do estado. Além de receber voos diários das principais cidades e capitais brasileiras, também recebes voos internacionais. Muitos turistas optam por chegar via fluvial em navios que atracam na Estação Hidroviária de Manaus.
PARA VER
O melhor da era da riqueza
O
Teatro Amazonas (3232-1768; Rua José Clemente; 9h-17h), projetado em estilo neoclássico eclético e aberto em 1896,
simboliza a opulência de Manaus na Era da Borracha. Reformado em 1990, ainda recebe óperas, concertos, shows e eventos importantes, como o festival de ópera que acontece todos os anos entre abril e maio.
O melhor da cultura
O
Centro Cultural Palácio do Rio Negro (3232 4450; Av. Sete de Setembro, 1546; entrada franca; 9h-17h, segunda a sexta), instalado numa construção do início do século 20 e que foi por muitos anos sede do governo, funciona hoje como centro cultural com galeria de arte, museu da moeda e museu da imagem e do som. Já o
Museu do Índio (Rua Duque de Caxias, 296; Ingresso R$ 5; 8h30-11h30 e 17h-16h30, segunda a sábado) mantém todo tipo de aparato indígena de tribos do Amazonas e do Pará, embora o acervo deixe um pouco a desejar se comparado ao
Museu Amazônico (3232-3242; Rua Ramos Ferreira; entrada franca; 8h-12h e 14h-17h, segunda a sexta) cujo acervo, embora menor, tem mais artefatos de várias regiões da Amazônia.
O melhor do Rio Negro
A melhor praia de Manaus, a
Praia da Lua, fica a poucos minutos de barco pelo Rio Negro. A areia é branca e a água, deliciosa para nadar, apesar da cor escura do rio. Entre os meses de novembro e dezembro, quando o volume do rio diminui, a praia é maior e mais agradável.
PARA COMER E BEBER
• O
African House (Praça São Sebastião; café da manhã, almoço e jantar; segunda a sexta) é simples e serve hambúrgueres e sanduíches.
• No
Glacial (Av. Getúlio Vargas, 161 e 188) está o sorvete mais popular de Manaus, com diversas opções de sabores.
• Já as
Barracas de Tacacá (Praça da Saudade, 16h-0h) servem o prato típico da região. O tacacá consiste em um acepipe preparado com camarão seco, mandioca e jambu, uma erva amazônica que anestesia a língua.
• Eclético, o
Ristorante Fiorentina (3215-2231; Rua José Paranaguá, 44; almoço e jantar) serve massas, carnes e um variado bufê no almoço num ambiente tipo cantina.
• O melhor rodízio de carnes de Manaus está na
Churrascaria Búfalo (Av. Joaquim Nabuco, 628; almoço e jantar) com farta variedade de carnes, saladas e massas, sendo muito frequentado por turistas.
• Há mais de 30 anos, o
Restaurante Mandarin (Rua Joaquim Sarmento, 224) oferece pratos da culinária chinesa de qualidade em sistema por quilo num ambiente simples, mas agradável. O bufê também inclui pratos brasileiros e outras especialidades asiáticas.
ESSENCIAIS
Para chegar lá
Uma vez em Manaus, recorra às agências de turismo ou aos guias recomendados em seu hotel. Muitos dos passeios e atrações exigem uso de barcos e/ou transfer em vans e ônibus e tudo pode ser organizado por eles com mais facilidade. Poucos utilizam carros de aluguel e o sistema de ônibus é um pouco confuso para os turistas.
O Custo
Refeição por quilo: média de R$ 16 o quilo
Refeições em restaurante turístico: média de R$ 20 o prato
Refeições em restaurante superior: média de R$ 40 a refeição
PARA DORMIR
• Um hotel de qualidade e limpo, o
Hostel Manaus (3233-4545; diárias a partir de R$ 19; Rua Lauro Cavalcante, 231) tem lavanderia, cozinha, quartos só para mulheres e dois pátios internos, um deles com agradável vista para a cidade.
• Com quartos com televisão e janela para a rua, o
Hotel Continental (3233-3342; diárias a partir de R$ 25; Rua Coronel Sérgio Pessoa, 189) é ideal para quem quer seguir em passeios para Tefé e Tabatinga de barco.
• O
Hotel 10 de Julho (3232-6280; diárias a partir de R$ 55; Rua 1º de Julho, 679) não é bonito, mas tem localização ideal, perto do Teatro Amazonas e outros pontos turísticos.
• Solicite um quarto com vista para o rio, o porto, o mercado e o teatro, todos acessíveis dos andares mais altos do
Ana Cassia Palace Hotel (3622-3637; diárias a partir de R$ 90; Rua dos Andradas, 14). Confortável, tem áreas sociais agradáveis e com vista para a floresta.
• Instalado numa mansão colonial, o
Chez Le Roi (3234-5860; diárias a partir de R$ 95; Conjunto Manauense Q/G 01) pode ser considerado o único hotel-butique da cidade, embora os quartos sejam pequenos e a decoração duvidosa para um “hotel-butique”.
• Mais famoso da região, o luxuoso
Hotel Tropical (2123-5209; diárias a partir de R$ 120; Av. Coronel Teixeira, 1.320) é considerado o melhor de Manaus e está instalado na região de Ponta Negra. Tem piscina, minizoo, orquidário e opções de lazer.
DICAS DE OUTROS VIAJANTES
Comprar
Para comprar artesanato, badulaques e suvenires de viagem, vá ao
Mercado Municipal Adolfo Lisboa (Rua dos Barés, 8h-17h, segunda a sábado e 6h-12h aos domingos). Há de tudo, de chapéus de couro a artigos indígenas, passando por remédios e frutas, tudo num clima de antigamente, já que o mercado foi construído em estilo francês em 1882.
Caio Meira Dante
Noite em Manaus
Há uma boa oferta de bares na cidade, mas a noite acontece mesmo na região de Ponta Negra. O mais tradicional ponto de encontro de boêmios e intelectuais é o
Bar do Armando (Rua 10 de Julho, 593; 12h-0h, segunda a sábado), que tem um clima superdescontraído e fica bem perto do teatro. Ideal para uma cerveja com petiscos.
João Arthur Lopes
Folclore amazônico
Em junho acontece o
Festival Folclórico do Amazonas, que reúne uma incrível variedade de performances regionais, incluindo as apresentações dos times de
Boi-Bumbá de Parintins. O festival culmina no dia 29 de junho com a
Procissão Fluvial de São Pedro, quando centenas de barcos margeiam o Rio Negro em agradecimento ao padroeiro dos pescadores.
Luciana Clarins
Encontro das águas
A
junção dos rios Negro e Solimões permanece como um dos principais atrativos da região. Como são diferentes em coloração, densidade e temperatura, as águas não se encontram imediatamente, formando um caminho paralelo bicolor por vários quilômetros. Diversos barcos deixam Manaus todos os dias para levar turistas para observar a ocorrência.
Pietra Calegaro